domingo, 30 de novembro de 2014


QUE ROMEU SOU EU?

“Ser ou não ser? Eis a questão!”
Seria eu o crânio ou a mão?
Hamlet, não!
Creio que não...
Nem crânio, nem mão,
Talvez numa outra obra de Shakespeare
Um rascunho de Romeu e Julieta...
Que Romeu sou eu?
E onde está o amor da minha Julieta?

Tragédia maior do que morrer
É está vivo sem vida,
Amar... Amar e sofrer
Sem o amor da mulher querida.
Se Julieta tem outro Romeu
Que Romeu sou eu?
Talvez eu esteja no rascunho amassado
Por isso estou sempre jogado...

Amassado ou não
Jogado ou não
Julieta devorou meu coração
E o cuspiu em pedaços ao chão.
Não gostei desta versão:
Romeu, Romeu e Julieta.
Shakespeare pegue minha caneta
Risque o outro Romeu
Para que seja somente Julieta e eu.

Jorge Floriano.

Publicado no Livro: "Anuário Poético de Língua Portuguesa"
THS Editora
Editor: Lelé Arantes
Projeto Original: Lelé Arantes
Editoração Eletrônica: Kamila K. Tagliaferro
Capa: Moisés Jr.
Desenho da Capa: Maria Antonia Ferreira Arantes
Secretário: Ésio Silveira Junior
Parceiros:
Academia Rio-pretense de Letras e Cultura ( ARLC )
Academia Rio-pretense Maçônica de Letras
Instituto Cultural Jocelino Soares
Secretaria Municipal de Cultura
Sugaring - Delícias e Gostosuras
Alexandre Costa, secretário municipal de cultura
Antonio Carlos Del Nero, presidente da ARLC

Eduardo Carlessi, chef confeiteiro.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014


ASSIM RASTEJA A HUMANIDADE

Segue rastejando na lama fétida
cuspindo pútridas palavras
massacrando a humildade
gargalhando da dor de outra alma,
Não consegue ver através da crosta do egoísmo
que aprisiona e faz apodrecer bons sentimentos,
Mergulhado no poço da ostentação
incapaz de sentir uma gota de compaixão,
Segue derrubando e pisoteando o próximo
para subir um degrau aos pés da ganância,
Vai pela estrada da degradação
rumo ao vale da escuridão,
Assim rasteja a humanidade.


Jorge Floriano.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


FALSA FELICIDADE

Olhos brilhantes
Lábios sorridentes
Corpo atraente
Tão real é a sensualidade
Tão falsa é a felicidade
Nas frias madrugadas
Desfilando pela calçada
Mariposa embriagada.


Jorge Floriano.

quinta-feira, 31 de julho de 2014


A AMPULHETA E A LÂMINA FRIA

A ampulheta e a lâmina fria
pairando sobre a cabeça cansada...
Um mergulho nas águas do passado
vendo a criança de face rosada
acreditando num paraíso infinito
onde a vida era um eterno dia.

A areia da ampulheta caindo
e o aço da lâmina fria brilhando...
As águas ficando turvas,
a criança crescendo e sentindo
que o paraíso estava se comprimindo
e que a vida tinha noites, pedras e curvas.

A ampulheta e a lâmina fria
pairando sobre a cabeça cansada...
De volta ao vale do presente,
eis o homem de face marcada
sentindo tão próximo o dia
da escuridão eterna
após o golpe da lâmina fria.



Jorge Floriano.

quarta-feira, 25 de junho de 2014


ESTRADA SEM VOLTA  -  PARTE II

Amanhece e o sol lhe oferece sua luz
com a mesma intensidade dos primeiros dias,
Por essa luz não lhe cobra nem um breve sorriso,
Então você sente, da natureza, sua energia,
separando o inferno do paraíso,
recebendo a luz que lhe alivia.
Você precisa continuar caminhando,
o tempo cura qualquer ferida.
É preciso continuar sonhando,
Pois são os sonhos que alimentam a vida.

Jorge Floriano.

sexta-feira, 30 de maio de 2014


ESTRADA SEM VOLTA  -  PARTE I

Você caminha nesta estrada sem volta
onde  são raras as flores
e são tantos os espinhos.
Na sua bagagem pesa a revolta
de batalhas terminadas em dores
deixando um vazio no caminho.
A tristeza começa agir
com outros sentimentos medonhos
abrindo, na alma, uma grande ferida,
Então você pensa em desistir
dos seus sonhos
de sua vida.


Jorge Floriano.

quarta-feira, 30 de abril de 2014


NESTA TERRA O MAL SE LEVANTA

Nesta terra o mal se levanta,
mentes  insensatas,
ninho de serpentes...
A voz de um ser ecoa em treze gargantas,
derrubando matas,
soterrando nascentes...

Terra de um amanhecer tão triste,
hostilizada pelos que abusam do poder.
Nesta terra a justiça já não existe,
fruto que a corrupção fez apodrecer.

Nesta terra chegam forasteiros
trazendo lixo em suas mentes,
atuando nos reais pesadelos,
mostrando como agem os dementes.

Nesta terra o mal se levanta,
ninho de serpentes,
mentes insensatas,
soterrando nascentes,
derrubando matas.


Jorge Floriano.